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Comece 2026 com estes 5 exercícios terapêuticos

  • 19 de jan.
  • 3 min de leitura

Descubra exercícios terapêuticos para fazer em janeiro e iniciar o novo ano com mais consciência, motivação e escuta emocional, sem cobranças excessivas.


Janeiro não precisa ser sobre recomeçar tudo


Janeiro costuma chegar carregado de expectativas.Listas de metas, promessas de mudança, pressão para “dar conta” de tudo logo no início do ano. Mas, do ponto de vista terapêutico, o começo de um novo ciclo pede escuta, não aceleração.


Antes de agir, é preciso ouvir. Antes de decidir, é preciso sentir.


Os exercícios abaixo não têm o objetivo de te transformar em alguém diferente, mas de te ajudar a começar o ano mais presente, consciente e conectada com você mesma.



1. Exercício da escuta do ano que passou

Antes de olhar para frente, é importante escutar o que ficou. Reserve um momento de silêncio e responda por escrito:

  • O que 2025 me ensinou sobre mim?

  • Em que momentos eu me abandonei?

  • Onde eu fui mais verdadeira comigo mesma?

  • Que dores ainda ecoam e pedem cuidado?


Não busque respostas bonitas. Busque respostas honestas.

Na psicanálise, o que não é escutado tende a se repetir.

2. Linha do tempo emocional

Em uma folha, desenhe uma linha representando o último ano. Marque nela:

  • Momentos de alegria

  • Momentos de dor

  • Mudanças importantes

  • Quebras de expectativa

Depois, observe:

  • Que emoções aparecem com mais força?

  • O que esses momentos revelam sobre seus desejos?

  • O que você tentou sustentar além do que podia?

Esse exercício amplia a consciência emocional e ajuda a entender por que você chega a janeiro do jeito que chega.

3. Exercício do “como eu quero me sentir”

Em vez de metas do tipo “vou fazer mais”, experimente algo mais profundo:

Complete a frase:

“Em 2026, eu quero me sentir…”

Escolha uma ou duas emoções apenas. Exemplos:

  • Mais em paz

  • Mais segura

  • Mais viva

  • Menos culpada

Depois, pergunte-se:

  • O que hoje me afasta desse sentir?

  • O que, realisticamente, pode me aproximar dele?

Motivação verdadeira nasce do afeto, não da cobrança.


4. Carta para si mesma no início do ano

Escreva uma carta começando com:

“Querida eu, ao começar este ano…”

Nessa carta:

  • Reconheça o que foi difícil

  • Valide seu cansaço

  • Acolha suas contradições

  • Reforce que você não precisa dar conta de tudo


Esse exercício fortalece a autoescuta e a autocompaixão, fundamentais para atravessar o ano com mais leveza.


5. Ritual simbólico de escolha

Escolha um objeto pequeno para representar o novo ano (pode ser uma pedra, um colar, um papel dobrado).

Ao segurá-lo, reflita:

  • O que eu escolho deixar para trás?

  • O que eu escolho sustentar em mim?

  • Que parte minha precisa de mais cuidado este ano?


O simbólico fala diretamente com o inconsciente — e ajuda a dar sentido emocional às escolhas.



6. Exercício da escuta semanal

Para manter a consciência ao longo do ano, reserve um momento semanal para se perguntar:

  • Como eu estou me sentindo, de verdade?

  • O que essa emoção pede?

  • Onde estou indo contra mim mesma?


Esse simples gesto evita que o ano passe no automático.



Janeiro como ponto de presença, não de cobrança

Janeiro não precisa ser sobre mudar tudo.Pode ser sobre começar diferente por dentro.

  • Quando escutamos o que sentimos, a motivação deixa de ser forçada.

  • Quando há consciência, as escolhas ficam mais possíveis.

  • Quando há escuta, o ano se constrói com mais verdade.


Se sentir que precisa de apoio nesse processo, a psicanálise e a contoterapia oferecem um espaço seguro para aprofundar essa escuta — com tempo, cuidado e presença.

 
 
 

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